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‘Tarifaço’ de Trump derruba dólar e bolsas dos EUA, Europa e Ásia; bolsa brasileira se sustenta

Mercados globais preveem inflação maior nos EUA e desaceleração econômica. No Brasil, investidores avaliam que taxa de 10% foi mais suave do que a de outros países. Trump faz comentários sobre tarifas na Casa Branca
Carlos Barria/Reuters
Trump faz comentários sobre tarifas na Casa Branca
Carlos Barria/Reuters
O dólar e os mercados financeiros globais vivem um dia de quedas fortes e generalizadas nesta quinta-feira (3).
🇧🇷 No Brasil, às 13h30:
O dólar caía 1,76% e era negociado a R$ 5,5985.
O Ibovespa subia 0,04%, aos 131.241 pontos, na contramão do resto do mundo. Este é o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3.
No mundo, os investidores reagem mal ao anúncio das tarifas recíprocas que os Estados Unidos vão cobrar sobre vários países.
Porém, as taxas para o Brasil, de 10%, foram menores do que as de muitos outros parceiros comerciais dos EUA. Além disso, as altas tarifas impostas por Donald Trump podem abrir portas para exportadores brasileiros, que podem ganhar espaço com outros parceiros, explicam especialistas.
Reações dos mercados pelo mundo
O mercado estrangeiro recebeu o anúncio do governo Trump de forma negativa porque tarifas maiores sobre a grande maioria dos produtos que chegam aos EUA devem encarecer, além de produtos finais, uma série de insumos para a produção de bens e serviços no país.
Especialistas avaliam que esse encarecimento deve pressionar a inflação e diminuir o consumo, o que pode provocar uma desaceleração ou até recessão da atividade econômica da maior economia do mundo — o que ajuda a desvalorizar o dólar neste pregão.
💵 O índice DXY, indicador que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta com as principais moedas do mundo, operava em queda de quase 2% por volta das 13h30. Esta é a menor cotação desde setembro do ano passado.
📉 As bolsas de valores:
Nos EUA, a maioria dos índices acionários tinham quedas expressivas, na casa dos 5%
Na Europa, os principais índices recuavam. O índice Euro Stoxx 50, que reúne ações de 50 das principais empresas da Europa, registrava queda de cerca de 3,60%.
Na Ásia, os mercados fecharam em baixa.
As baixas mais expressivas eram registradas pelos mercados alemão, francês e holandês. Outras bolsas de países do bloco também registravam quedas.
🇺🇸 Veja o desempenho das principais bolsas dos EUA, por volta das 12h:
Dow Jones: queda de 3,73%
Nasdaq 100: queda de 4,92%
Nasdaq: queda de 5,60%
S&P 500: queda de 4,29%
Veja o desempenho das principais bolsas da União Europeia, por volta das 12h:
🇩🇪 o DAX, da Alemanha, caía 2,94%
🇫🇷 o CAC 40, da França, caía 3,33%
🇮🇹 o Itália 40, da Itália, caía 3,50%
🇪🇸 o IBEX 35, da Espanha, caía 1,06%
🇳🇱 o AEX, da Holanda, caía 2,86%
Fora do bloco, o Reino Unido também enfrenta um pregão negativo. O principal índice acionário do país, o FTSE 100, caía 1,%6, no mesmo horário. Trump impôs tarifas de 10% sobre os produtos vindos de lá.
Já o índice SMI, da Suíça, país sobre o qual Trump decretou tarifas de 31%, tinha uma queda ainda mais expressiva, de 2,12%.
A Ásia também teve um pregão de queda por toda parte. Os países do continente foram alguns dos mais afetados pelas tarifas de Trump.
Veja o desempenho das principais bolsas asiáticas:
🇭🇰 Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,52%
🇯🇵 Nikkei 225, do Japão, caiu 2,73%
🇬🇸 Kospi, da Coreia do Sul, caiu 0,76%
🇹🇭 SET, da Tailândia, caiu 0,93%
🇮🇳 Nifty 50, da Índia, caiu 0,35%
A China, segunda maior economia do mundo, terá seus produtos tarifados em 34%. Vietnã, Bangladesh e Tailândia, por exemplo, receberam taxas de 46%, 37% e 36%, respectivamente. Coreia do Sul e Japão terão tarifas de 25% e 24%.
5 perguntas e respostas rápidas sobre o tarifaço de Trump
As tarifas de Trump
Trump detalhou, nesta quarta-feira, as tarifas recíprocas que promete desde o início de seu mandato.
O presidente explicou que as tarifas cobradas sobre os produtos vindos de outros países serão equivalentes a pelo menos a metade das tarifas cobradas pelos mesmos países sobre os produtos importados dos EUA.
As regiões mais afetadas foram a Ásia e o Oriente Médio, com taxas que ultrapassam os 40% em alguns casos. A Europa também foi bastante impactada com as tarifas anunciadas pelo presidente, que classificou os comerciantes europeus como “muito duros”.
O Brasil entrou no grupo que recebeu as tarifas mais suaves, de 10% sobre todas as importações.
Trump chamou o anúncio das tarifas recíprocas como “Dia da Libertação”. O objetivo do presidente é que essas taxas “libertem” os EUA de produtos estrangeiros.

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